Moments


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Revoltar-se contra o pijama e deixá-lo repousar fora do corpo; almejar usar qualquer adereço que interfira positivamente na auto-estima; sentir-se inquestionavelmente atraente; contar os trocados no bolso; abrir a janela e confessar-se com a lua: Preciso do hoje, do agora, olhar e ser olhada, dividir momentos com as estrelas, ser um pouco estrela também. Três mulheres que resolvem unir o tédio comum e embalar-se por uma noite metropolitana de sábado, filosofar com bêbados, adentrar terrenos estranhos, fazer ligações aleatórias durante a madrugada. Rir sem motivos, consciente que não é preciso de motivos para rir. Permitir-se rir. E rir com os cachorros da rua, e rir da rua, e rir de tudo o que há nela, e rir de tudo o que está alheio a ela. Comediar a situação, amanhecer gargalhando de reminiscências passadas. Abster-se de ressaca moral. Divertir-se com a nostalgia das besteiras de outrora. Comungar insanidades particulares... Eis a brusca mudança de rotina que percorre quilômetros de estrada, que se inicia no interior rumo a uma capital de estranhas e distintas sensações.
Mais uma vez o questionamento: qual foi a última vez que você fez algo pela primeira vez? Dessas três mulheres foi em um sábado a noite, nada qualquer.


/Karina Moraes
(21.05.2011)

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