18/05/2012
Category Íntimos Conflitos, Sem categoria(?)
Category Íntimos Conflitos
Category Íntimos Conflitos
Um refúgio!
Pra me desencantar, pra me retificar o canto.
Que me refaça em razão, que o rarefeito já não me convém.
Um refúgio! Que me reduza ao riso, mas não me reduza o riso.
Que riscar-te é um risco, que não riscar-te também.
Um refúgio! Que ria de mim e que eu ria do acaso!
Que até refrigere, se assim preciso for.
Que me refreie, mas que me livre do descaso!
Category Anseios instantâneos
É que aprendemos e desaprendemos tantas e tantas vezes ler aquilo que somos. Descrições só são válidas para personagens paralelos. E ainda assim, serão sempre interpretados de formas distintas, a depender do narrador. Não acredito nisso de onisciência. E os observadores, as vezes me dão medo.
Karina Moraes
Category Sem categoria(?)
Ser estranho com gosto de néctar. Com gosto de dúvida. Com gosto de veludo. Com gosto de querer. Que me olha. E me olha antes que eu tenha tempo de disfarçar a reciprocidade. Não é minha lentidão em curvar o pescoço na direção contrária mas o momento que, fugaz, se faz hipnótico. Quantas vontades guardam um olhar. Quantas certezas guardam a ressaca da beleza no amanhecer. Segurança tanta que paradoxalmente se esvai ao longo do dia seguinte. Na ausência. Suco de descrença no timbre da voz, no pronunciar que há pouco se fez tão doce e querido. Que nos ápices que alternam ternura e indiferença, me leva a embriaguez. Sem me enraivecer. Por te gostar tanto...
Karina Moraes
02/2012
Category Íntimos Conflitos, Momentos
Eu sou mesmo os tantos, tantos ontens que me compõem.
As tantas luas que vi amanhecer sol.
As canetas sem tampa e as borrachas usadas nas escritas a lápis.
O joelho com Gelol.
O mínimo e o ápice.
Os poetas que me acompanham.
A soma das quantas decisões.
As escolhas que em mim se emaranham.
A conseqüência de uso dos sinais verdes, amarelos e vermelhos
...das curvas, dos semáforos.
Sou o que fiz, o que faço e o que refaço de mim.
Karina Moraes
13/02/2012
Category Momentos, Sem categoria(?)
Êêê apêndice da Capitarrrr! Selva de pedra e pátio de leões. Estrelas tímidas em meio à cortina de neblina. O que restou dos populosos aldeamentos Guaiananes. Somos ainda seus índios Guarus... contraditoriamente de origens diversas. Somos rios que se encontram: Mogi, Embu e Ribeirão. E que deságuam mais fortes...
Em Guarulhos!
Karina Moraes
06/02/2012
Category Sem categoria(?)
Opte por viver de forma que cada inspiração absorva os máximos e cada expiração libere os excessos.
Guarde consigo um pôr-do-sol. Enfeite os cabelos com um amanhecer. Transborde no corpo uma cachoeira inteira. Leia uma lua. Troque de lugar a ordem de algumas estrelas. Tateie o término do arco-íris. Bispe o aroma de um maracujá. Adormeça na casca de um pêssego. Pegue carona em um Dente-de-Leão. Banhe-se no espiráculo de uma cachalote. Redirecione as flechas do cupido. Deguste cores. Tempere melodias. Perceba o azedo do açúcar. E o doce do limão. Caminhe tão longe, que não seja possível ir além. Reinvente possibilidades. Reinvente-se.
Karina Moraes
01/01/2012
Category Anseios instantâneos, Sem categoria(?)
2011? Pesado, difícil, forte, bonito, intenso!
Hoje digo com clareza que jamais poderia imaginar o que me reservava esse ano. No início até ousei arriscar palpites, não um, mas vários! Surgia cada vez mais hipóteses de como se daria o depois, e eu me encontrei mergulhada em um turbilhão de dúvidas e confusões. Havia uma bifurcação no meio da minha estrada, sem placas, sem sinalizações, sendo necessário e urgente optar por um caminho. Estacionar, optar por não optar, também era uma opção!
A escolha que fiz, em meio a ápices de risos e lágrimas, ainda me provoca temor, no entanto em nenhum momento sofri a dor do arrependimento, o maior dos monstros e do qual mais temia! Nesse ano eu me apresentei ao mundo e ele se apresentou a mim! Tive que me adaptar a acordar todos os dias sem a voz da minha mãe me apressando com os horários, sem os pães comprados e o almoço pronto. Sair na calçada e não reconhecer as ruas e casas que se dispunham diante de mim. Tive que me adaptar com o ar (incomparavelmente mais poluído!), com o caos do trânsito, com a "querida" Dutra e Senna! Tive que me adaptar à pessoas, ora muito iguais, ora muito distintas de mim.
Percebi muitas coisas... percebi que eu quero mais!
/ Karina Moraes
07/12/2012
Category Momentos
Romper de elos outrora considerados umbelicais. Desgarrar dói!
Caminhar, listar sonhos, rasgar a lista e redirecionar-se, se assim for preciso. Coragem!
Todos os dias nos é apresentado um novo calendário. Todos os dias nos são apresentadas margens para constituirmos um novo calendário! O homem está em constante redefinição de si mesmo. Redefine tempo, redefine fronteiras, redefine-se! Metamorfose do "eu", tão brusca a ponto de transformar por completo. Tão sutil a ponto de não se revelar nitidamente perceptível. Verdadeiras revoluções internas. Das inúmeras lembranças de distintas fases vividas, cada qual desenhando-nos à maneira do tempo e dos acontecimentos, nenhuma revela quem verdadeiramente somos nós. Daí da ausência de resquícios que possibilitem apontar um "eu" autêntico. Se é que ele existe. Se somos algo, somos muitos... que coexistem em um mesmo ser. Cada face desse plural apresenta uma característica singular, agregada em algum momento perdido no tempo. Esse turbilhão de tantas formas diferentes que podemos manifestar, nos torna mais autônomos em relação a nós mesmos, por não existir algo que de fato nos defina. Não nos limitamos, desaprendemos constantemente do compromisso em mostrar ao mundo o que somos... por não saber realmente o que somos.
Karina Moraes
04/12/2011
Category Íntimos Conflitos, Sem categoria(?)
Category Momentos, Sem categoria(?)
Category Íntimos Conflitos
Category Anseios instantâneos, Momentos
Category Sem categoria(?)
Category Momentos
Category Sem categoria(?)
Pistas escorregadias. Realidade que cega. Sono sem sonhos.
Como faróis altos e retinas ofuscadas, como decisiva perda momentânea de controle, como pés que não alcançam o próximo degrau da escada. Nada é linear. Há curvas, há declínios, há deslizes. Há vida! Há vida, e há ruptura de ciclos vitais. Erros, humanos, pequenos. Pequenos humanos. Falhas tão banais, determinantes. O desconhecido que espera em cada esquina, o futuro que outrora riu, nes'tante chora, arde. C a r d i o c o n g e l a n t e. Há público. Sim, há platéia também! Mesmo que distante, com binóculos pendurados no pescoço. Vibra nas conquistas, dilacera-se nos infortúnios. Eternas highways. Faixas de chegada, término, onde nem sempre presumíamos que estivessem. Percursos interrompidos, questionamentos, gritam sílabas agonizantes, choram sussurros isentos de lágrimas.
Enxergar a distância, abraçar na ausência, conversar em silêncio, confessar em pensamento. Confortar. Confortar-se. Gritar para dentro, trazer à lucidez o doce gosto da presença física. Contar coisas na escuridão. Eufóricos planos nunca concretizados.
E pela segunda vez, a mesma despedida: "BRILHA ONDE ESTIVER!"
Category Íntimos Conflitos, Momentos
Aquela selva de pedra parecia querer engoli-la, mas ela também estava faminta, capaz de devorar cascalhos e pedregulhos. Havia uma certeza unica: estava decidida, só voltaria pra casa de barriga cheia!
Category Íntimos Conflitos, Microconto
Respirou fundo. Há muito não ouvia a própria respiração. As narinas se dilatavam a proporção em que o coração acelerado exigia-lhe uma entrada maior de ar. De fôlego. Conteve impulsos, mas a fraqueza da carne arrepiava-lhe a pele. E os pensamentos. E os sentidos. Julgava frustrante sentir tal coisa por um desconhecido, angústia que se acentuava ao se tratar de alguém que tanto se assemelhava a reminiscências passadas. Mas sim, ele muito, muito havia despertado a atenção. E seu coraçãozinho de pedra, esfarelava-se feito areia litorânea com a simples imagem de dois pares de braços e pernas e alguns gestos largados .
Category Microconto
Ao depararmos com mudanças radicais em nosso estilo de vida, comumente buscamos formas de nos agarrar a detalhes que nos mantenham ligados ao que amanhã será passado. O ingresso do cinema na agenda. Um rabisco qualquer de um colega, na última folha do caderno. Mil papeizinhos amassados envelhecendo no armário. Etiquetas do camarote. Pulseirinhas de praia, que todo mundo usava. Livros que nunca mais serão abertos. Apostilas que ficarão na estante.
E assim tantas coisinhas bobas se tornam de estima, numa incessante tentativa de guardar e manter algo palpável de momentos bons. Buscando aproximar o ontem do agora, e o agora do amanhã, já prevendo a distância que um dia se estabelecerá entre tudo isso. Uma prova inequívoca de nossa fragilidade na condição de humanos se traduzirá a nós quando reconhecermos um perfume ou uma voz que certamente o tempo nos fará esquecer. E acostumarmos com o esquecimento. Um sentimento de urgência em reencontrar velhos amigos e trazer à lucidez fatos nítidos de outros tempos tomará conta de nós. Vai ser doce. Mas tão amargo...
Notaremos que nunca mais seremos os mesmos. E a vida prosseguirá em seus ciclos. A vida, composta por tantas várias vidas. Tantos inícios, meios e fins.
Category Íntimos Conflitos
O presente (extremamente marcante) caracterizado por músicas, ou trechos delas.
Category Íntimos Conflitos, Ser Música
Se cai um aqui, outro ali, qual a diferença? A órbita terrestre continua a mesma. Outros 6 bilhões de pessoas continuarão vivendo. Os desastres e as vitórias mundiais permanecerão em disputas, alternando-se entre si. Tudo relativamente normal. E eu me pergunto qual o propósito dessa gente que, no alto de sua insignificância diante do mundo, luta, chora, sofre. Ri. Nasce, vive, morre e a menos que nesse meio tempo transforme-se em uma figura ilustrativa, será lembrado apenas por um restrito círculo de amigos e familiares. Até que esses também terminem seu ciclo, aí sim, seus vestígios na terra se apagarão com o tempo.
Você cresce apunhalado por tantos “valores” que mal sabe explicá-los. E vive em busca de razões que provavelmente morrerá sem saber defini-las. Mas há aquela minoria de ousados que necessitarão de esclarecimento, quebrarão certos tabus e, por conseqüência, serão mal vistos, mal interpretados e a frustração maior será dar-se conta de uma sociedade que vive de forma tão vazia, conformando-se com seus legados, com opiniões hereditárias. Diante de tanta falta de sentido que percebemos na existência humana, o que nos cabe é viver tornando esse viver construtivo pra nós.
O meu eu pode não representar algo grande lá fora, mas as minhas descobertas podem ser o mundo pra mim. Conhecer o que me cerca e questionar aquilo que me é invisível torna-me maior, sem depender de paradigmas, procurar levar em frente a batalha nossa de cada dia, e assim, só assim, fortalecer minha ânsia por objetivos e fazer valer a pena a passagem nesse mundo.
Category Em debate, Íntimos Conflitos
- Caramba, o tempo voa...
Category Anseios instantâneos, Íntimos Conflitos, Opiniões, Sem categoria(?)
Category Ser Música
Não coloquei "LUTO" e um emoticon de triste no MSN. Não coloquei "LUTO" no status do orkut. Não divulguei no twitter ou facebook a minha dor.
Category Íntimos Conflitos, Sem categoria(?)
E ela correu pra alcançar o mar mas, temendo seu encanto, preferiu molhar só as pontas dos pés. Observava o azul das ondas misturar-se ao azul do céu e a espuma da água unia-se às nuvens, de forma a não permitir distingui-las. Ela queria alcançar a linha do horizonte, queria permitir-se tentar. Faltava-lhe coragem pra tanto querer. E queria! Queria poder estar ali por mais vezes...
Category Microconto
Category Anseios instantâneos, Momentos
Category Em debate
Category Dissertando...
Transporto em palavras sentimentos vividos, não existindo medo nem razão para ocultá-los, são partículas que dão essência àquele que sou hoje, paradoxalmente, ora triste, ora alegre, ora impassível e fleumático, ora incontrolável e efervescente... É a minha vida sem subterfúgios, afinal vale a pena cada respiração, independente da sua intensidade. Amar, ou julgar amar, fazer loucuras, ou julgar ser louco, sonhar e não ter medo de ser feliz. São células diversas e distintas em multiplicação sem a preocupação com julgamentos. Dou expansão ao coração, e faço o que me convém no instante em que EU determinar. Minha maior fonte de inspiração é a música incessante que ouço, tudo o que digo, tudo o que escrevo, é sempre ao som de bandolins, flautas ou baterias.
Category Sem categoria(?)
A morte é um eterno enigma. O homem é fascinado pelo mistério mas teme o desconhecido. Medo: estado de alerta, fase de reconhecimento do perigo, logo, o desconhecido é algo periculoso, em suma, por apresentar risco. Ao analisar dessa forma, o mistério deixa de ser tão atraente e a segurança torna-se a melhor opção. O velho ditado "não trocar o certo pelo duvidoso" passa a ser válido, principalmente ao tratar de algumas decisões que são únicas, determinantes. Mas nem sempre é assim...
Category Em debate
Category Íntimos Conflitos
Category Sem categoria(?)
Category Íntimos Conflitos
Category Opiniões
Category Momentos
Category Íntimos Conflitos
...O fato é que eu tenho muito a dizer, mas ando sem tempo pra elaborar sutilezas metafóricas ou meros textos indiretos que me permitam expor pensamentos íntimos de forma pública. Sim, pq eu também não to afim, no momento, de abordar assuntos universais.
Category Íntimos Conflitos
..É, tem um monte. Mas quem disse que já posso falar? E não é falta de vontade, desconfiança ou medo-de-olho-gordo, não, é falta de tempo mesmo (Excesso de preguiça também). E eu fico sem querer falar pela metade.. ;x
Category Anseios instantâneos