Aço, aço, ar.


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É muito mais do que querer.
É precisar!
É saber que há espaço,
Pro mundo inteiro no abraço.
É insone pernoitar.
Ter medo e ainda assim desafiar
Cada perna, cada passo.
É ter tudo fora do lugar
Disfarçar o gesto falso
Por em ordem pra desorganizar
Todas reviravoltas num só laço
É não cumprir todo o planejar
Seguir dançando no embaraço.

Karina Moraes
18/05/2012

Observadores


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Os passos são rápidos, apressados pelo atraso. Desaprendemos do trabalho de observação. Inação do “contemplar”. A vista percorre corredores: do metrô, do trabalho, do ônibus, da escola. E as paisagens não se formam. A mecanicidade dos ponteiros marcando as horas compõe angustiante e infindável melodia. Somos escravizados pelo relógio, diariamente! Tornamo-nos imperceptíveis por nós mesmos. Não apercebemo-nos. Não nos deixamos aperceber. Perdemos sorrisos, olhares. Perdemos sons, cores, perfumes e gestos. Cegos pela ânsia de chegar. Quão privilégio deveria reconhecer em si o desenhista, o fotógrafo e ofícios a estes assemelhados, movidos por aquilo que todos os outros permitem morrer com a maioridade: a arte de observar!
Karina Moraes
23/04/2012

Dispersar


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Eu perdi todas as ideias de texto num momento de lapso de memória e flash de lembrança. Esvairam-se no suspiro... Gosto amargo e doce de nostalgia. Emaranhar de pensamentos das vivências de um outro momento e das doses do agora que conduzem à embriaguez.

21/04/2012

Recepção do desconhecido


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Estranha recepção do desconhecido, que se esvai em meus abstratos pensamentos... Afigura-se em um “querer”,  mas sem tocar-lhe. Em um “desejar”, mas sem procurar-lhe. Distancia-se em corpo, em copo de abstrações. Desgarra, provoca o indagar. Revela-se em confusas conclusões, de fatores diversos em conjunto... tão longe de agregarem sentido. Desfaz-se em palavras. Palavras apenas. Pequenas, simples, aleatórias. E dóceis! Dócil demais pra conferir entendimento. Apenas, apenas palavras. Desfaz-se em música... Em canções que não são as minhas, mas que me compõem em seus instantes. Quantos turbilhões de devaneios cabem nos breves momentos desfeitos em fugacidades? Decifra-me ou devoro-te? Devoro-te na ânsia de lhe decifrar. 

04/2012 

Pra lhe refugar: um recanto,


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Um refúgio!

Pra me desencantar, pra me retificar o canto.

Que me refaça em razão, que o rarefeito já não me convém.

Um refúgio! Que me reduza ao riso, mas não me reduza o riso.

Que riscar-te é um risco, que não riscar-te também.


Um refúgio! Que ria de mim e que eu ria do acaso!

Que até refrigere, se assim preciso for.

Que me refreie, mas que me livre do descaso!

Karina Moraes
10/04/2012

...


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É que aprendemos e desaprendemos tantas e tantas vezes ler aquilo que somos. Descrições só são válidas para personagens paralelos. E ainda assim, serão sempre interpretados de formas distintas, a depender do narrador. Não acredito nisso de onisciência. E os observadores, as vezes me dão medo.

Karina Moraes

Fixação


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Ser estranho com gosto de néctar. Com gosto de dúvida. Com gosto de veludo. Com gosto de querer. Que me olha. E me olha antes que eu tenha tempo de disfarçar a reciprocidade. Não é minha lentidão em curvar o pescoço na direção contrária mas o momento que, fugaz, se faz hipnótico. Quantas vontades guardam um olhar. Quantas certezas guardam a ressaca da beleza no amanhecer. Segurança tanta que paradoxalmente se esvai ao longo do dia seguinte. Na ausência. Suco de descrença no timbre da voz, no pronunciar que há pouco se fez tão doce e querido. Que nos ápices que alternam ternura e indiferença, me leva a embriaguez. Sem me enraivecer. Por te gostar tanto...

Karina Moraes

02/2012

Que me faz


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Eu sou mesmo os tantos, tantos ontens que me compõem.

As tantas luas que vi amanhecer sol.

As canetas sem tampa e as borrachas usadas nas escritas a lápis.

O joelho com Gelol.

O mínimo e o ápice.

Os poetas que me acompanham.

A soma das quantas decisões.

As escolhas que em mim se emaranham.

A conseqüência de uso dos sinais verdes, amarelos e vermelhos

...das curvas, dos semáforos.

Sou o que fiz, o que faço e o que refaço de mim.

Karina Moraes

13/02/2012

Fora do ninho.


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É o cinzento do céu que cobre o egoísmo dos escapamentos e a ganância das chaminés que nos traz galáxia à lucidez, via-láctea. Caminho de leite celeste dos bilhões de vagalumes que um dia apelidaram de estrelas.

Ora, como ousam fumaças me roubarem estrelas?!

Um dia nos disseram que lá, na selva de pedra, não havia aqueles pontinhos brilhantes na abóboda celeste. Pobre diabo este, se esqueceu do compromisso dos vagalumes: se o véu parece negro, é porque estão voando mais alto. Os dias que angustiam em penumbra se revelarão noites futuras de luz.

Êêê apêndice da Capitarrrr! Selva de pedra e pátio de leões. Estrelas tímidas em meio à cortina de neblina. O que restou dos populosos aldeamentos Guaiananes. Somos ainda seus índios Guarus... contraditoriamente de origens diversas. Somos rios que se encontram: Mogi, Embu e Ribeirão. E que deságuam mais fortes...

Em Guarulhos!

Karina Moraes

06/02/2012

Abstrações


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Opte por viver de forma que cada inspiração absorva os máximos e cada expiração libere os excessos.

Guarde consigo um pôr-do-sol. Enfeite os cabelos com um amanhecer. Transborde no corpo uma cachoeira inteira. Leia uma lua. Troque de lugar a ordem de algumas estrelas. Tateie o término do arco-íris. Bispe o aroma de um maracujá. Adormeça na casca de um pêssego. Pegue carona em um Dente-de-Leão. Banhe-se no espiráculo de uma cachalote. Redirecione as flechas do cupido. Deguste cores. Tempere melodias. Perceba o azedo do açúcar. E o doce do limão. Caminhe tão longe, que não seja possível ir além. Reinvente possibilidades. Reinvente-se.

Karina Moraes
01/01/2012

2011!


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2011? Pesado, difícil, forte, bonito, intenso!

Hoje digo com clareza que jamais poderia imaginar o que me reservava esse ano. No início até ousei arriscar palpites, não um, mas vários! Surgia cada vez mais hipóteses de como se daria o depois, e eu me encontrei mergulhada em um turbilhão de dúvidas e confusões. Havia uma bifurcação no meio da minha estrada, sem placas, sem sinalizações, sendo necessário e urgente optar por um caminho. Estacionar, optar por não optar, também era uma opção!

A escolha que fiz, em meio a ápices de risos e lágrimas, ainda me provoca temor, no entanto em nenhum momento sofri a dor do arrependimento, o maior dos monstros e do qual mais temia! Nesse ano eu me apresentei ao mundo e ele se apresentou a mim! Tive que me adaptar a acordar todos os dias sem a voz da minha mãe me apressando com os horários, sem os pães comprados e o almoço pronto. Sair na calçada e não reconhecer as ruas e casas que se dispunham diante de mim. Tive que me adaptar com o ar (incomparavelmente mais poluído!), com o caos do trânsito, com a "querida" Dutra e Senna! Tive que me adaptar à pessoas, ora muito iguais, ora muito distintas de mim.

A absurda carga de leitura e avaliações a que me submeti cumprir e levar adiante, logo deu um jeitinho de me mostrar que daqui pra frente, não raro, as noites se tornariam dia. Que isso ocorreria de forma cada vez mais frequente, que de tão habitual, a partir de determinado momento isso me seria imperceptível... e que em um momento posterior, o café seria o maior aliado! Que em alguns momentos, o sono é luxo!

Percebi que teria sérios problemas com horários de alimentação, que eu engordaria e emagreceria em curtos prazos de tempo. Que eu choraria por saudade, que eu choraria por medo, que eu choraria por pressão, que eu choraria no banheiro, que eu choraria no telefone, que eu choraria em alguns ombros, que eu choraria sem saber o motivo. Que notícias fortes me abalariam profundamente e me fariam querer voltar pra casa naquele mesmo instante. Percebi que a vida é um constante jogo de renúncias, que mesmo as pequenas conquistas exigem abrir mão de tantas coisas. E que se eu estou disposta a viver dessa forma, as grandes metas são possíveis SIM!

Percebi também que o meu choro seria muito mais sincero e minha felicidade, muito mais intensa. Que a convivência com determinadas pessoas me conferiria a certeza de carregá-las comigo pro resto da vida. Que se faz colegas por anos e que se faz irmãos em apenas alguns meses. Que eu posso ser muito boa em algumas coisas, e em outras nem tanto. Que não é possível ser bom em tudo, que em alguns momentos eu seria apenas um número, em outros eu seria o meu nome e meu sobrenome! Percebi que hoje sei viver muito mais, sei quando posso largar a responsabilidade um pouquinho de lado, pra curtir e falar besteiras. Sei, com mais clareza que nunca, que a vida cobra sério. Percebi que um ano voa, mas que eu voei junto com ele e foi justamente nele que eu aprendi a alçar vôo, mas a voar com os pés no chão!

Percebi muitas coisas... percebi que eu quero mais!

/ Karina Moraes

07/12/2012

Eu


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Romper de elos outrora considerados umbelicais. Desgarrar dói!

Caminhar, listar sonhos, rasgar a lista e redirecionar-se, se assim for preciso. Coragem!

Todos os dias nos é apresentado um novo calendário. Todos os dias nos são apresentadas margens para constituirmos um novo calendário! O homem está em constante redefinição de si mesmo. Redefine tempo, redefine fronteiras, redefine-se! Metamorfose do "eu", tão brusca a ponto de transformar por completo. Tão sutil a ponto de não se revelar nitidamente perceptível. Verdadeiras revoluções internas. Das inúmeras lembranças de distintas fases vividas, cada qual desenhando-nos à maneira do tempo e dos acontecimentos, nenhuma revela quem verdadeiramente somos nós. Daí da ausência de resquícios que possibilitem apontar um "eu" autêntico. Se é que ele existe. Se somos algo, somos muitos... que coexistem em um mesmo ser. Cada face desse plural apresenta uma característica singular, agregada em algum momento perdido no tempo. Esse turbilhão de tantas formas diferentes que podemos manifestar, nos torna mais autônomos em relação a nós mesmos, por não existir algo que de fato nos defina. Não nos limitamos, desaprendemos constantemente do compromisso em mostrar ao mundo o que somos... por não saber realmente o que somos.

Karina Moraes

04/12/2011

...!


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É que a janela aberta ainda deixa o vento repousar folhas secas no criado-mudo. E que a asma dificulta soprá-las de volta ao mundo. Respiração bloqueada e coincidente presença simultânea de água que transborda dos olhos. Na reminiscência do mar que habitava outros olhos... claros! Salgada e escorregadia umedece a face. A urgência em enxergar flores inquieta o peito, vira vapor na alma. Ressurge e revive... em passageiros lapsos da saudade de antanho.


Karina Morais

09/2011

No ônibus.


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02 de Agosto de 2011, 12h40, dentro de um destino – que solidifico chamando de ônibus – sentada, como sempre que possível, encostada a janela. Esse quadro transparente que ao longo do meu rotineiro percurso me apresenta o mundo lá fora, paisagens vivas que o olhar abraça em frações de segundos, desvendando o que está além banco e do peito.
Talvez seja isso a vontade comum das pessoas em sentarem-se junto a janela dos ônibus: ligar-se ao mundo através da visão, distraindo o coração de seus medos e suas dores na medida em que este passa a dar atenção ao caminhão que ultrapassa, à pessoa que guia esse caminhão, à árvore que vai ficando para traz, ao anúncio promocional de um outdoor, à modelo de biquíni em um outro, à loja de conveniência de um posto.
Mas eis que o céu despeja gotas primeiras d’água num dia de sol tímido, caem em minha janela, embaçam o vidro e a visão já dificultada reflete apenas os esboços da matéria, o contorno em penumbra de fábricas e autos. O coração já desatento e cansado do mundo lá fora volta a encasular-se e, se por alguns instantes a ocupação era divertir-me com as placas dos automóveis me contando suas origens, agora passa a ser observar percorrer a gotícula que se desfaz em fio de água deslizando pelo vidro. Os contrastes em vibrantes tons verde de mato que a chuva apagou, faz-me esquecer das cidades que aprendi nas placas e com o coração retornar à minha natal, diga-me colega, se há lugar no mundo mais confortador que a casa dos seus velhos? Mas é preciso desgarrar-se, seguir viagem, sempre é breve o momento em que o sol ressurge limpando a janela. Os sonhos orientam a real direção.


/Karina Morais
22/08/2011

Pingente-vida


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"Viva a vida mais leve, não deixe que ela escorregue, que te cause mais dor (...) e amanheça brilhando mais forte que a estrela do norte!"


Já repararam como definir determinados momentos bons é especialmente complicado? Digo "especialmente" porque essa dificuldade vem acompanhada de um gostinho de copo cheio, embriaguez causada pela vida que, por vezes, corre nos lembrar de sua efemeridade, servindo de alerta aos corpos cansados.

Talvez esse seja mais um papo clichê mas, meu amigo, me diga se não é o próprio homem o maior dos clichês? Somos essa coisa toda que dizem de nós e que repetimos de quem disse, mesmo sem pretensões de plágio. É que ao se tratar de uma abordagem genérica, poxa, nos conhecemos absurdamente bem, ficando, conseqüentemente, vulneráveis a definições iguais. Mas alguém disse que isso é ruim?

Alguns instantes se revelam detentores de um poder tão grande que mal percebemos a hipnótica situação em que nos encontramos, tamanha é nossa atenção a tais momentos, quadros que se dispõem aos nossos olhos tal qual nos faz desenvolver inexplicável gula por coisas abstratas, digo, engolir sensações e energias que sentimos, com uma imensa ansiedade explicada pelo imperceptível medo que temos de sentir por alguns instantes a ventura em ter a vida nas mãos e deixar escorrer por entre os dedos. É difícil segurar coisas raras e delicadas sem quebrar ou arranhar. Vem então aquele nó na garganta da ansiedade presa no esôfago da vontade que grita em nós de dar um jeito de dizer a essa coisa que está ali, nas mãos, que estamos chamando de vida, pra não ir embora, pra ficar ali, intensa, vibrante, colorida, radiante. Dá vontade de fazer dela algo palpável e colocarmos logo um chaveiro pra grudar no cós da calça e quando mudar de calça, colocar esse chaveiro na bolsa ou, sei lá, qualquer adereço junto ao corpo, intencionalmente deixando muito, muito visível, estando sempre diante de nossos olhos de forma a nos lembrar do nosso compromisso de cuidar, de amar essa coisa. Essa coisa que não é concreta, que não é um chaveiro, muito menos "coisa". Isso que eu chamo de vida, não na sua comum denominação substantiva, mas adjetivando: tô falando de VIDA, ENTENDE?!

Tento narrar um encontro interior, um encontro da alma, aquele que lhe dá um tapa na face fazendo abrir mais as pálpebras e enxergar um amor por vezes tímido que periodicamente escapa de um bolso meio furado e desbotado, pondo-se agitado por toda nossa pele, meu amigo, estou tentando explicar essa nossa capacidade em redescobrir muitas e muitas vezes a paixão pela vida!




/Karina Moraes
(23.07.2011)

Gizé


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De certo que pirâmides em ruínas, reduzidas a escombros devido às intempéries do tempo, possuem mais poesia que o momento de suas gloriosas edificações. Apercepções de devastações assinalam a passagem do tempo, bem como suas marcas, incrustações reminiscentes dos valores resultantes de outrora. Embora assolada, faz-se intermédio de lembranças dos períodos de auge. Antíteses: revivências de um passado morto. Eis que as histórias que nos compõem desmoronam-se em nós mesmos: nada que possa ressurgir está definitivamente enterrado. Nenhum passado é morto, a capacidade humana de LEMBRAR nos prova isso. Legitima a vivacidade de fronteiras que jamais foram concretamente superadas, embora concluídas tantas travessias. Revive! Aproxima o pretérito do presente num constante jogo de evidências de antanho. Sensações ora amenizadas, ora vingadas no arrepio tegumentar. Mas avante! Continuemos a caminhada, cientes da coexistência dos desconcertos vitais de outros tempos junto a um olhar positivo rumo ao infinito. Não é inteligente desprezar o passado. Mantenha-se, se direcione, a calçada é longa e nem toda estrada é pavimentada.


/Karina Moraes
(05.07.2011)

Moments


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Revoltar-se contra o pijama e deixá-lo repousar fora do corpo; almejar usar qualquer adereço que interfira positivamente na auto-estima; sentir-se inquestionavelmente atraente; contar os trocados no bolso; abrir a janela e confessar-se com a lua: Preciso do hoje, do agora, olhar e ser olhada, dividir momentos com as estrelas, ser um pouco estrela também. Três mulheres que resolvem unir o tédio comum e embalar-se por uma noite metropolitana de sábado, filosofar com bêbados, adentrar terrenos estranhos, fazer ligações aleatórias durante a madrugada. Rir sem motivos, consciente que não é preciso de motivos para rir. Permitir-se rir. E rir com os cachorros da rua, e rir da rua, e rir de tudo o que há nela, e rir de tudo o que está alheio a ela. Comediar a situação, amanhecer gargalhando de reminiscências passadas. Abster-se de ressaca moral. Divertir-se com a nostalgia das besteiras de outrora. Comungar insanidades particulares... Eis a brusca mudança de rotina que percorre quilômetros de estrada, que se inicia no interior rumo a uma capital de estranhas e distintas sensações.
Mais uma vez o questionamento: qual foi a última vez que você fez algo pela primeira vez? Dessas três mulheres foi em um sábado a noite, nada qualquer.


/Karina Moraes
(21.05.2011)

Efemeridade


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E se a vida não passar de um suspiro? Quantas frases, ou palavras por dizer, cabem num suspiro? Há tempo para se pronunciar repetidamente uma mesma palavra? O que é a efemeridade senão a vida de uma borboleta? Tão curto espaço de tempo, todavia o suficiente pra desenvolver um ciclo, uma vida inteira. Um suspiro poderia, então, resumir toda uma história? *Pausa para refletir* Veja, um suspiro poderia então resumir toda uma história! A conjunção condicional pra esse desfecho uniria um único adendo: basta adequarmos esse suspiro a uma intensidade que valha a pena, a pena que vale um ciclo.

/Karina Moraes
(08.05.2011)

Contato segundo


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Pistas escorregadias. Realidade que cega. Sono sem sonhos.

Como faróis altos e retinas ofuscadas, como decisiva perda momentânea de controle, como pés que não alcançam o próximo degrau da escada. Nada é linear. Há curvas, há declínios, há deslizes. Há vida! Há vida, e há ruptura de ciclos vitais. Erros, humanos, pequenos. Pequenos humanos. Falhas tão banais, determinantes. O desconhecido que espera em cada esquina, o futuro que outrora riu, nes'tante chora, arde. C a r d i o c o n g e l a n t e. Há público. Sim, há platéia também! Mesmo que distante, com binóculos pendurados no pescoço. Vibra nas conquistas, dilacera-se nos infortúnios. Eternas highways. Faixas de chegada, término, onde nem sempre presumíamos que estivessem. Percursos interrompidos, questionamentos, gritam sílabas agonizantes, choram sussurros isentos de lágrimas.

Enxergar a distância, abraçar na ausência, conversar em silêncio, confessar em pensamento. Confortar. Confortar-se. Gritar para dentro, trazer à lucidez o doce gosto da presença física. Contar coisas na escuridão. Eufóricos planos nunca concretizados.

E pela segunda vez, a mesma despedida: "BRILHA ONDE ESTIVER!"

/Karina Moraes
(06.04.2011)

Apetite


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Aquela selva de pedra parecia querer engoli-la, mas ela também estava faminta, capaz de devorar cascalhos e pedregulhos. Havia uma certeza unica: estava decidida, só voltaria pra casa de barriga cheia!

/Karina Moraes
(23.02.2011)

Pulsação


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Respirou fundo. Há muito não ouvia a própria respiração. As narinas se dilatavam a proporção em que o coração acelerado exigia-lhe uma entrada maior de ar. De fôlego. Conteve impulsos, mas a fraqueza da carne arrepiava-lhe a pele. E os pensamentos. E os sentidos. Julgava frustrante sentir tal coisa por um desconhecido, angústia que se acentuava ao se tratar de alguém que tanto se assemelhava a reminiscências passadas. Mas sim, ele muito, muito havia despertado a atenção. E seu coraçãozinho de pedra, esfarelava-se feito areia litorânea com a simples imagem de dois pares de braços e pernas e alguns gestos largados .


-Eu me casaria com você, ser estranho, se prometesse fazer jus a minha idealização.

/Karina Moraes
(21.02.2011)

Abstand


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Ao depararmos com mudanças radicais em nosso estilo de vida, comumente buscamos formas de nos agarrar a detalhes que nos mantenham ligados ao que amanhã será passado. O ingresso do cinema na agenda. Um rabisco qualquer de um colega, na última folha do caderno. Mil papeizinhos amassados envelhecendo no armário. Etiquetas do camarote. Pulseirinhas de praia, que todo mundo usava. Livros que nunca mais serão abertos. Apostilas que ficarão na estante.

E assim tantas coisinhas bobas se tornam de estima, numa incessante tentativa de guardar e manter algo palpável de momentos bons. Buscando aproximar o ontem do agora, e o agora do amanhã, já prevendo a distância que um dia se estabelecerá entre tudo isso. Uma prova inequívoca de nossa fragilidade na condição de humanos se traduzirá a nós quando reconhecermos um perfume ou uma voz que certamente o tempo nos fará esquecer. E acostumarmos com o esquecimento. Um sentimento de urgência em reencontrar velhos amigos e trazer à lucidez fatos nítidos de outros tempos tomará conta de nós. Vai ser doce. Mas tão amargo...

Notaremos que nunca mais seremos os mesmos. E a vida prosseguirá em seus ciclos. A vida, composta por tantas várias vidas. Tantos inícios, meios e fins.


/Karina Moraes
(19.02.2011)

Que sirva de apoio!


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O presente (extremamente marcante) caracterizado por músicas, ou trechos delas.


"Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena acreditar nos sonhos que se tem, ou que os seus planos nunca vão dar certo, ou que você nunca vai ser alguém"
"(...) Se vc quiser alguém em quem confiar, confie em si mesmo!"
“Seria mais fácil fazer como todo mundo faz, o caminho mais curto, produto que rende mais. Seria mais fácil fazer como todo mundo faz, um tiro certeiro, modelo que vende mais...”
“(...)Mas nós vibramos em outra freqüência, sabemos que não é bem assim, se fosse fácil achar o caminho das pedras, tantas pedras no caminho não seria ruim”
"Eu vejo um horizonte trêmulo, eu tenho os olhos úmidos. Eu posso estar completamente enganado, eu posso estar correndo pro lado errado... Mas A dúvida é o preço da pureza, e é inútil ter certeza. Eu vejo as placas dizendo "Não corra!”, "Não morra", "Não fume", eu vejo as placas cortando o horizonte, elas parecem facas de dois gumes...”
“...Cada escolha uma renúncia, isso é a vida!”
“...Minha vida é tao confusa quanto a América Central, por isso não me acuse de ser irracional!” ♪
“Quem duvida da vida tem culpa, quem evita a dúvida também tem! Somos quem podemos ser. SONHOS QUE PODEMOS TER!”
Preste atenção, não abra mão dos proprios sonhos, não tem perdão, não deixe de sonhar, não deixe de sorrir, pois não vai encontrar quem vá sorrir por ti!”
“Hoje eu sinto que sei que sou um tanto bem maior!”

Oco Substancial


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Se cai um aqui, outro ali, qual a diferença? A órbita terrestre continua a mesma. Outros 6 bilhões de pessoas continuarão vivendo. Os desastres e as vitórias mundiais permanecerão em disputas, alternando-se entre si. Tudo relativamente normal. E eu me pergunto qual o propósito dessa gente que, no alto de sua insignificância diante do mundo, luta, chora, sofre. Ri. Nasce, vive, morre e a menos que nesse meio tempo transforme-se em uma figura ilustrativa, será lembrado apenas por um restrito círculo de amigos e familiares. Até que esses também terminem seu ciclo, aí sim, seus vestígios na terra se apagarão com o tempo.

Você cresce apunhalado por tantos “valores” que mal sabe explicá-los. E vive em busca de razões que provavelmente morrerá sem saber defini-las. Mas há aquela minoria de ousados que necessitarão de esclarecimento, quebrarão certos tabus e, por conseqüência, serão mal vistos, mal interpretados e a frustração maior será dar-se conta de uma sociedade que vive de forma tão vazia, conformando-se com seus legados, com opiniões hereditárias. Diante de tanta falta de sentido que percebemos na existência humana, o que nos cabe é viver tornando esse viver construtivo pra nós.

O meu eu pode não representar algo grande lá fora, mas as minhas descobertas podem ser o mundo pra mim. Conhecer o que me cerca e questionar aquilo que me é invisível torna-me maior, sem depender de paradigmas, procurar levar em frente a batalha nossa de cada dia, e assim, só assim, fortalecer minha ânsia por objetivos e fazer valer a pena a passagem nesse mundo.

/Karina Moraes
(27.01.2011)

2010


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- Caramba, o tempo voa...

É papo de velho mas... Caramba, como o tempo voa!

2010 chega ao fim, é época de retrospectiva, relembrar as passagens que marcaram o ano, e nos marcaram. Época de expectativas e anseios.

E junto a essa euforia de natal e ano novo, não raro surgem as enormes listas de promessas que provavelmente não serão cumpridas, apenas somarão à nossa bagagem de tantas pequenas desistências. Pode parecer pessimismo em demasia mas assim é o ser humano, como forma de esperança ou mesmo de aliviar a consciência, lista compromissos consigo mesmo que não sairão do papel. O fulano faz promessas que nem ele acredita, coitado. É o mesmo que querer esperar a próxima segunda-feira pra iniciar AQUELE regime. Mas o interessante é que essa PRÓXIMA segunda-feira não chega nunca. O entusiasmo das festas e da mística da passagem do ano se esvai com o tempo. Em pouco tempo. Basta cair na real, voltar às atividades cotidianas e lá está o estresse nos recepcionando de novo. E os objetivos traçados? Lembraremos deles em outra ocasião, talvez no próximo reveillòn.

Você se recorda o que esperava desse ano? 2010 atendeu suas expectativas? A resposta pode ser negativa, mas a pergunta mais importante é: o que você fez por si e pelo próximo pra que esses doze meses fossem melhores?

A felicidade não deve ser vista como um prêmio. Não é um prêmio, é uma busca! E não pense que é fácil, a dor geralmente tem mais força, o sofrimento, mais intensidade. Mas podemos, e devemos, nos permitir sermos felizes. Sim, porque pra isso, é necessário que haja nossa permissão também. Eu me sinto ridícula escrevendo qualquer coisa que pareça auto-ajuda, mas a necessidade momentânea foi essa.

Sem formalidades:
Cara, o mundo tá apodrecendo com tantos sentimentos inúteis e a negatividade contamina. Um pedido: Acorda, deixa isso pra lá!

/Karina Moraes
(23.12.2010)

Nosso Mundo


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“Se eu ainda soubesse como mudar o mundo. Se eu ainda pudesse saber um pouco de tudo, eu voltaria atrás do tempo. Eu não te deixaria presa no passado, e arrumaria um jeito pra você estar ao meu lado de novo. Eu voltaria no tempo.

Pra voltar pra ontem sem temer o futuro, e olhar pra hoje cheio de orgulho. Eu voltaria atrás do tempo. Eu voltaria atrás, atrás do tempo.

Os nossos erros seriam apagados, nossos primeiros desejos ressuscitados. E de novo eu voltaria no tempo.

Eu não te deixaria desistir tão fácil, e não te negaria nenhum abraço, de novo eu voltaria no tempo.

E a gente fez nosso futuro
Quase quebrando
O nosso mundo.”

Barão Vermelho
(Homenagem de uma estimada educadora: Erica Nestori.)

...


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Não coloquei "LUTO" e um emoticon de triste no MSN. Não coloquei "LUTO" no status do orkut. Não divulguei no twitter ou facebook a minha dor.


Um acontecimento silencioso. Uma reação silenciosa!

Exatamente dois meses atrás, soube que eu nunca mais ouviria o som de sua voz rouca. A certeza única naquele momento foi que a imagem do seu rosto marcado pelos sinais do tempo estaria pra sempre tatuado em minha mente. Toquei sua face, gélida. Como foi difícil aceitar o porquê de sua pele estar tão fria...

Quando eu tinha 13 anos, lembro nitidamente você me contando que havia adormecido e sonhado comigo, num vestido longo, vermelho, dançando valsa com meu irmão mais velho num terno cinza. Fiz questão que pudesse ver seu sonho materializar-se! Aos 15 anos, na minha comemoração de aniversário, a cor do vestido que escolhi, foi a do teu sonho. O do terno também. "A Bela e a Fera", dancei com meu irmão. "A minha menininha se tornou uma mulher, como as coisas acontecem rápido!", suas palavras ao olhar as fotos. É, minha velha, como as coisas acontecem rápido! Eu queria tanto que estivesse aqui pra ver outras celebrações se concretizarem... Você tem razão, não sou mais uma menininha e sabe que... as vezes não é nada fácil saber disso! Hoje me bateu um aperto no peito, resolvi usar esse espaço como desabafo. Sinto tanto sua falta. Não é negando a condição da vida, não é falta de admissão do término do ciclo vital. É apenas saudade... incessante! ;x

Vovó!

"Brilha onde estiver, faz da lágrima o sangue que nos deixa de pé..." ♪

Magia


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E ela correu pra alcançar o mar mas, temendo seu encanto, preferiu molhar só as pontas dos pés. Observava o azul das ondas misturar-se ao azul do céu e a espuma da água unia-se às nuvens, de forma a não permitir distingui-las. Ela queria alcançar a linha do horizonte, queria permitir-se tentar. Faltava-lhe coragem pra tanto querer. E queria! Queria poder estar ali por mais vezes...

/Karina Moraes.

Aurora


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Aurora - do latim: Romper o dia; Deusa da manhã.

Setembro de 2010 - Esperei tanto pela chuva, mas ela soube aguardar o momento exato pra intensificar a energia. Vi o dia clarear e as primeiras gotas cairem. O cheiro era de terra molhada e, se tivéssemos feito um pouquinho mais de silêncio, a calmaria nos permitiria ouvir o desfolhar das rosas. Tinha me esquecido como é bonito ver a lua se pôr e o dia clarear.

É angustiante perceber as limitações de minha memória e injustificável as maravilhas já vistas que, posteriormente, ela é capaz de me privar. Mas como me apraz poder reviver esses instantes e me sentir pequenininha e confortável diante dos quatro gigantes, terra, água, fogo e ar. Se hoje eu tenho um lamento único a fazer é por saber que algumas pessoas ainda não perceberam e talvez nunca perceberão a grandiosidade que ocorre lá fora enquanto as janelas estão fechadas.

Eu queria que ao abrir os olhos, todos pudessem sentir essa energia!

/Karina Moraes.

Analfabetismo, de Machado de Assis.


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"Gosto dos algarismos, porque não são de meias medidas nem de metáforas. Eles dizem as coisas pelo seu nome, às vezes um nome feio, mas não havendo outro, não o escolhem. São sinceros, francos, ingênuos. As letras fizeram-se para frases: o algarismo não tem frases, nem retórica.
Assim, por exemplo, um homem, o leitor ou eu, querendo falar do nosso país dirá:
Quando uma constituição livre pôs nas mãos de um povo o seu destino, força é que este povo caminhe para o futuro com as bandeiras do progresso desfraldadas. A soberania nacional reside nas Câmaras; as Câmaras são a representação nacional. A opinião pública deste país é o magistrado último, o supremo tribunal dos homens e das coisas. Peço à nação que decida entre mim e o Sr. Fidélis Teles de Meireles Queles; ela possui nas mãos o direito a todos superior a todos os direitos.
A isto responderá o algarismo com a maior simplicidade:
A nação não sabe ler. Há 30% dos indivíduos residentes neste país que podem ler; desses uns 9% não lêem letra de mão. 70% jazem em profunda ignorância. Não saber ler é ignorar o Sr. Meireles Queles: é não saber o que ele vale, o que ele pensa, o que ele quer; nem se realmente pode querer ou pensar. 70% dos cidadãos votam do mesmo modo que respiram: sem saber por que nem o quê. Votam como vão à festa da Penha, – por divertimento. A constituição é para eles uma coisa inteiramente desconhecida. Estão prontos para tudo: uma revolução ou um golpe de Estado.
Replico eu:
Mas, Sr. Algarismo, creio que as instituições …
As instituições existem, mas por e para 30% dos cidadãos. Proponho uma reforma no estilo político. Não se deve dizer: “consultar a nação, representantes da nação, os poderes da nação”; mas – “consultar os 30%, representantes dos 30%, poderes dos 30%”. A opinião pública é uma metáfora sem base: há só a opinião dos 30%. Um deputado que disser na Câmara: “Sr. Presidente, falo deste modo porque os 30% nos ouvem…” dirá uma coisa extremamente sensata.
E eu não sei que se possa dizer ao algarismo, se ele falar desse modo, porque nós não temos base segura para os nossos discursos, e ele tem o recenseamento."
/Machado de Assis

Em torno da Revolta da Chibata


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Em novembro de 2010 completa-se o centenário da Revolta da Chibata, uma das poucas revoltas de caráter popular que atingiu seus objetivos no Brasil e que deve ser lembrado de forma a resgatar os valores defendidos por marinheiros, liderados por João Cândido, que lutaram por justiça, exigindo dignidade.

Embora declarada a Lei Áurea, abolindo a escravidão no Brasil, tenha sido assinada em 1888, o uso do açoite permaneceu, observado de forma explícita na Marinha de Guerra, em sua maioria negros, “justificado” pelos superiores como medida disciplinar, castigando-os de maneira humilhante. As injustiças eram realizadas diante de todos, sem negociação.
Em alguns episódios da história do Brasil, percebe-se a imensa coragem das camadas inferiores, manifestada em forma de revoltas no momento em que sua indignação em relação ao sistema é tão grande que chega a ser incontrolável manter-se na posição de submissos. A finalidade de revoltosos, como os da Revolta de Chibata e tantas outras, é única: mostrar ao “mundo” sua existência na condição de gente!
O governo, na maioria das vezes, usou a força das armas para colocar fim às rebeldias populares. Não era poupada a violência exercida sobre os escravos ou qualquer classe social não detentora de poder, logo, a insatisfação abrangia grande parcela da população. A causa era o abuso de poder pelas altas classes, a conseqüência não escolhia vítimas: homens, mulheres, crianças, idosos. Mortos.
A importância de que se relembre fatos históricos como a Revolta da Chibata, de 1910, é essencial para a construção do pensamento humano das gerações futuras pois constituem verdadeiras fontes de estudo e posterior reflexão, alertando e aguçando o questionamento do homem em relação ao que se vive e, principalmente, a como se vive, adotando o respeito de forma geral, sem exclusões, moldando a sociedade calcada no respeito e na tolerância.



/Karina Morais
20/08/2010
*escrito no primeiro ano do ensino médio (2008), devia ter 15 ou 16 anos. Hoje, lendo, me parece tão inocente, mas já previa o interesse que a história me despertaria nessa louca fase de vestibular :)

H e d o n i s t a.


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Transporto em palavras sentimentos vividos, não existindo medo nem razão para ocultá-los, são partículas que dão essência àquele que sou hoje, paradoxalmente, ora triste, ora alegre, ora impassível e fleumático, ora incontrolável e efervescente... É a minha vida sem subterfúgios, afinal vale a pena cada respiração, independente da sua intensidade. Amar, ou julgar amar, fazer loucuras, ou julgar ser louco, sonhar e não ter medo de ser feliz. São células diversas e distintas em multiplicação sem a preocupação com julgamentos. Dou expansão ao coração, e faço o que me convém no instante em que EU determinar. Minha maior fonte de inspiração é a música incessante que ouço, tudo o que digo, tudo o que escrevo, é sempre ao som de bandolins, flautas ou baterias.



"Viver e não ter a vergonha de ser feliz. Cantar e cantar e cantar, a beleza de ser um eterno aprendiz"


21/07/2010




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"Gosto de gente, bichos, plantas, lugares,
chocolate, vinho, papos amenos, amizade, amor.
Acho que a poesia está contida nisso tudo."

Carlos Drummond

Sobre vida e morte [2]


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Vida e morte? Eu, que acho tão incrível viver, embora reconheça que seja bem difícil, acho estranho dizer, mas é real: algumas pessoas optam pelo segundo! Coragem ou covardia?

Difícil um argumento forte pra um posicionamento único. Eu diria que são os dois. Negar a vida é extremamente difícil, abusivo, ousado. Como animais, embora "sapiens", faz parte do nosso instinto a luta pela preservação da espécie, pela sobrevivência. Como racionais, faz parte de nós a vontade de desfrutar os prazeres carnais. Como animais racionais, é característica própria temer o desconhecido e optar pelo que oferece maior segurança.

O suicida é aquele que se encontra em um estado psíquico-depressivo que o faz ver a morte como algo sugestivo em resposta aos seus problemas e conseqüente acúmulo de más-expectativas. O homem vive em função de metas. São os objetivos, por menores que sejam, que o mantém vivo. No momento em que ele se vê sem o que se agarrar, a vida perde o sentido e já não há mais motivo pra continuar vivendo. Por não conseguir enxergar saídas. Seria então, uma forma de fuga e então covardia ou uma forma de coragem por admissão de sua "condição"?

Digo que são os dois, digo até mais, digo que é um ato, embora inconsciente, de egoísmo. Renegar a vida, renegar aos seus. Deixar lágrimas. Sem perceber.

Eu digo que é covardia, mas pra ser covarde é necessário ter muita coragem!

/Karina Moraes

Sobre vida e morte [1]


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A morte é um eterno enigma. O homem é fascinado pelo mistério mas teme o desconhecido. Medo: estado de alerta, fase de reconhecimento do perigo, logo, o desconhecido é algo periculoso, em suma, por apresentar risco. Ao analisar dessa forma, o mistério deixa de ser tão atraente e a segurança torna-se a melhor opção. O velho ditado "não trocar o certo pelo duvidoso" passa a ser válido, principalmente ao tratar de algumas decisões que são únicas, determinantes. Mas nem sempre é assim...

Direto ao ponto: e quando as opções são viver ou morrer?

Viver, embora não seja enigmático como o mistério da morte, também é demasiadamente arriscado. Todos os dias somos expostos a um exorbitante número "x" de desafios e essa exorbitância de variáveis se torna tão comum que muitas vezes nem nos damos conta por quantos obstáculos passamos ilesos. No entanto, vez ou outra esses obstáculos se revelam de forma mais explícita, nos deixando desorientados.

A vida é um constante teste de múltipla escolha onde cada uma delas pode ser irreversível. Em alguns momentos a vida nos arrasta pra caminhos escuros, pra mares nunca antes navegados, a angústia toma conta, o desespero ocupa lugar da sanidade. É hora de decidir: nadar contra a maré ou ser levado por ela? Buscar pelo firmamento dos pés em terra firme ou desistir e conhecer os segredos da profundeza das águas?

(continua...)

Tempo mestre.


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"Nunca nos banhamos duas vezes no mesmo rio" (Heráclito)

Que estranha é a sensação daqueles íntimos momentos consigo mesmo, a face colada junto ao travesseiro, instantes antes do sono tomar conta e então adormecer. Instantes esses em que o encontro com o seu eu torna-se inevitável, por mais penoso que tal encontro se revele algumas vezes. São imagens, "flashes" de tudo o que se vive, tudo o que já se viveu, aperceber-se de como as coisas mudam e, principalmente, de como nós mudamos. *Pausa para um nostálgico suspiro* Perturba ao mesmo tempo que apraz saber da minha capacidade em ser diferente. Da capacidade do tempo em tornar as coisas diferentes. Confesso sentir um certo desconforto com o filme composto por vagas reminiscências (algumas nem tão vagas assim) que se formam em minha mente quando esta encontra-se vazia. Momentos propícios pra pensamentos soltos que não se traduzem em palavras. Vivenciamos fases, cada qual reagindo a sua maneira, conforme a interpretação de cada um em relação a passagem dos dias, dos meses, dos anos. O tempo age sobre nossa aparência, nossa voz, nossas opiniões, nosso modo de ser, de viver. A mudança é nossa única certeza, mas nos assustam, por não podermos adivinhar como elas virão fantasiadas a cada visita, nem o que trarão para somar à nossa bagagem.

Quantas Karinas eu já fui? Quantas Karinas há em mim?
/Karina Moraes.

FATO!


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Preciso aprender a escrever postagens mais curtas. Poderia, com algumas exceções, apostar que não lêem as bobeiras que escrevo por serem muito extensas e talvez sem nenhum conteúdo produtivo.
Mas hoje minha carência é de palavras e os que lêem esse blog são meus objetos de desejo passional (e totalmente desprovidos de bom senso rsrs)! De qualquer forma, se abriu essa pagina, agradeço. ;)

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Há quem veja o mundo da mesma forma todos os dias. Há quem seja capaz de expandir percepções conseguindo enxergar um mesmo mundo de formas diferentes a cada dia. Estes são capazes de enxergar além do óbvio. Todas as manhãs ao acordar nos deparamos com uma vida regrada, calcada numa rotina diária, estamos aptos a exercer nossas funções semanalmente e dar uma "escapadinha" nas férias e aos finais de semana. Sempre foi assim! O que muda (e o que me preocupa) é que, quanto mais o tempo passa, menos interessante o mundo fica. Perde a graça. Todas as crianças pequenas possuem a capacidade de encantar-se com as coisas mais simples. Com poucos meses de vida, começam a aperceber-se de uma realidade completamente nova. Mas quando crescem, esta capacidade parece diminuir. Ah! Quem dera ainda tivessemos os olhares curiosos das crianças que, incessavelmente, descobrem a todo instante o mundo que o cerca. Quem dera todos os dias eu conseguisse me sentir tão mulher, tão "adulta", tão realizada quanto me senti no primeiro beijo (por pior que ele tenha sido). Quem dera eu ter o tamanho entusiasmo pra sair como tive quando pude ir à minha primeira balada. Quem dera conseguisse achar a escola tão mágica quanto eram magicos os primeiros livros que consegui ler sozinha. Quem dera ainda conseguíssemos nos impressionar tanto ao ver coisas cotidianas tão simples, tão supérfluas, tão sem importância, como quando uma bebê vê um rio e tenta sem sucesso pronunciar "rio" ou mesmo ao apontar pra um cachorro na rua e tentar imitar seu som. Essa cena se repete algumas 200 vezes até que a criança possa passar por um cão sem ficar fora de si. Ou por um avestruz, ou por um hipopótamo. Quem dera ainda nos surpreendêssemos tanto com objetos bobos e a surpresa fosse tanta que a vontade de tocar tudo ao nosso redor fosse maior que nós mesmos, assim como fazem os pequenininhos. Ainda que a criança não possa falar, vemos como aponta à sua volta e agarra com curiosidade os objetos que estão em torno de si. Se impressionam com tudo, vivem de forma mais intensa, se encantam, acham graça, acham interessante, acham bonito, acham divertido. Acham muito, muito divertido. Triste é saber que essa essência acaba, triste é saber que aos 8 anos o cachorro ja não impressiona mais, aos 10 o rio é simplesmente um rio, aos 14 ler é coisa de nerd, aos 16 a escola é insuportável, aos 18 ir a uma balada é tão normal como trocar de roupa e muitas vezes tão sem graça quanto assistir Sessão da Tarde, aos 20 beijar na boca "é coisa do passado" e por aí vai... Mal aprendem a falar e já sabem que Papai-Noel é pura mentira. Antes que a criança aprenda a pronunciar corretamente as palavras, o mundo ja se tornou pra ela algo habitual. A medida que envelhecemos, nos acomodamos na monotonia mundana, a cada ano mais coisas se tornam menos interessantes, consequentemente, os dias mais entediantes. E posso te contar algo? A capacidade de nos surpreendermos é a única ferramenta capaz de manter a essência das coisas tão intensas como nas primeiras vezes. A magia não pode e não deve acabar, só o fato de viver já é divertido! ;)

Um pedido: leitor, não seja tão crítico com meu blog, aqui as palavras estão soltas sem qualquer tipo de policiamento com formalidades. Se escrevo de forma no mínimo "entendível" (ou não) é pura sorte/conseqüencia. ;)

26/01/2010

Nada a declarar!


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"Eu sou um sonhador.
Eu sempre fui um sonhador.
É isso o que me mantém vivo."
Talvez o depoimento com a mais pura essência de verdade que eu ja tenha assistido, em apenas 10 minutos! O tapa na cara que eu gostei de levar (ja assisti varias vezes.)! E eu só não escrevo nada aqui pelo simples fato de que cada vez que eu vejo esse vídeo não há outra expressão que seja manifestada a não ser "nóóóóóssss!!!!!" ;]

GO GO GO 2O1O !


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"A melhor coisa é poder viajar, se livrar do estresse de São Paulo,
ficar numa casa ali bem perto do mar, chegar e ver que as onds estão rolando..." ♪
(Planta e Raiz)

Imagens falam por si só. Férias? PER-FEI-TA! o/
Reveillon? IN-CRÍ-VEL! *.*

"Há quem faça as contas
Há quem vá as compras
Quando mais um ano chega ao fim
Hora de escrever cartões
Hora de rever os planos
Mais um ano chega ao fim
Que venha em paz o ano que vem,
que venha em paz o que o futuro trouxer
Cai a neve nas vitrines
e a gente derrete ao sol
Desse natal tropical
Os cachorros da vizinhança vão latir
Sob os fogos de artifício
Pensarão que é fim e será só o início
Que venha em paz o ano que vem
que venha em paz o que o futuro trouxer
Há quem ignore o calendário
Há quem fique de olho no horário
Quando mais um ano chega ao fim"
(Humberto Gessinger)

Síndrome de Peter Pan!


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O tempo passa depressa demais e quando nos tocamos, percebemos que estamos amadurecendo e, independente da idade, cada dia que se passa continuamos a envelhecer. Isso se torna perceptível cada vez que olhamos pra traz, remexemos em velhas fotos e sentimos uma imensa saudade de tempos passados, tempos em que tudo era mais fácil, mais divertido e as coisas tão mais simples. É estranho pois ao escrever sobre tal assunto me sinto discursando como talvez meus pais ou avos discursariam. Mas não, cá estou eu, no ápice da minha juventude, com meu íntimos conflitos existencialistas, saindo pra caramba, cercada de gente a todo tempo, época em que, segundo minha mãe, "os hormônios estão a mil", levando uma vida hiper agitada e cheia de gás. Mas com um imenso e constante medo: O TEMPO! (Palavra que não deveria ser tão atemorizante nos meus poucos e lindos aninhos!). Putz, é tão estranho quando a transição de fases da vida se tornam perceptíveis.. MUITO estranho e tudo MUITO novo! E o desconhecido assusta! Ah, não sei explicar ao certo.. Queria saber ser mais descritiva a ponto de me auto-convencer que consigo também convencer o leitor de minhas palavras e sensações tornando a leitura familiar. É, mas isso não é uma preocupação, foi só um comentário sobre uma de minhas vontades particulares mas que não vem ao caso agora. Voltando ao assunto (escrever é tão incrível pq não me faz esquecer o que eu estava falando anteriormente, coisa que ocorre comigo de forma freqüente em conversas orais.). Bom, no mais, eu trago comigo uma angústia absurda pra minha idade (nem tão absurda assim quando avaliado as circunstancias). Não que seja ruim, ao contrario, tem sido bem interessante me deparar,e ter consciencia, que to em constante mutação, mas dessa vez é algo marcante a nível vital! É uma fase comum e quem ler o que escrevo pode me julgar hipérbole demais. Mas poxa, CRESCER É FODA! A maioridade já ta batendo à porta trazendo um cardápio de realidades diversas em que cada escolha é de suma importancia podendo ser decisiva pra uma vida inteira! MUDANÇAS BRUSCAS ME ASSUSTAM! 2010, vestibular, maioridade penal, carta de motorista, saída do colégio, escolha de uma profissão, ingresso à universidade, decisão em estudar fora ou não, novos medos, novas (e mais) responsabilidades, novo circulo social, nova rotina de vida, novo modo de viver. E mais MEDOS! Sakaa aquela musiquinha tosca que passa a 600 anos na Globo? "O futuro já começou" ♪ éééé mermão' pura verdade! ;x
03/12/2009

Não é uma auto-análise!


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...O fato é que eu tenho muito a dizer, mas ando sem tempo pra elaborar sutilezas metafóricas ou meros textos indiretos que me permitam expor pensamentos íntimos de forma pública. Sim, pq eu também não to afim, no momento, de abordar assuntos universais.

Tenho ficado o tempo todo no meu quarto, não vejo o dia passar daqui de dentro, virou hábito dormir tarde por acreditar que o dia pode ser mais longo e as horas passarem mais devagar! ;x Desperdiço tempo com coisas inúteis acreditando serem necessárias... e, muitas vezes, ao dizer aquela velha expressão "tive um dia cheio" é apenas teorizando! ;x Na ociosidade discuto existencialismo com minha privada. Começar meus afazeres tarde da noite, mais do que habito, virou mecanismo de defesa, instinto. Ao deitar não tenho tempo pra reflexões, lembranças ou pensamentos que, de certa forma, me angustiariam. Deixo tudo pra última hora. Ao deitar, trabalho, leio, estudo, escrevo, brinco com acordes musicais... e sou vencida pelo cansaço. Durmo! Durmo pouco, mas o pouco que durmo, durmo muito! Horinhas poucas, mas o sono é tão pesado que no dia seguinte nem me lembro mais do que sonhei durante a noite. Então passo a sonhar acordada. (E dormir acordada tbm! rs).
E, só como observação, esse post não é nenhum tipo de reclamação ou crise emotiva! Ao contrario, eu to muito bem e torcendo pra 2009 acabar logo junto à sua improdutividade. Mas esse é outro assunto... ;x Ah! E isso não é uma auto-análise psicológica!
12/11/2009

"Metade"


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"Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio. Que a morte de tudo em que acredito não me tape os ouvidos e a boca, porque metade de mim é o que eu grito mas a outra metade é silêncio. Que a música que ouço ao longe seja linda ainda que tristeza, que aquele que amo seja pra sempre amado (mesmo que distante..) porque metade de mim é partida, mas a outra metade é saudade. Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor, apenas respeitadas como a única coisa que resta a uma mulher inundada de sentimentos. Porque metade de mim é o que ouço, mas a outra metade é o que calo. Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço e que essa tensão que me corrói por dentro seja um dia recompensada, porque metade de mim é o que penso, mas a outra metade é um vulcão. Que o medo da solidão se afaste e que o convívio comigo mesma se torne ao menos suportável.. Que o espelho reflita em meu rosto num doce sorriso que me lembro ter dado na infância, porque metade de mim é a lembrança do que fui, a outra metade não sei. Que não seja preciso mais do que uma simples alegria pra me fazer aquietar o espírito e que o teu silêncio me fale cada vez mais. Porque metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço. Que a arte nos aponte uma resposta, mesmo que ela não saiba e que ninguém a tente complicar, porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer. Porque metade de mim é platéia e a outra metade é canção. E que as minhas loucuras sejam perdoadas..
porque metade de mim é amor
e a outra metade também."
/Oswaldo Montenegro

Novidades?


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..É, tem um monte. Mas quem disse que já posso falar? E não é falta de vontade, desconfiança ou medo-de-olho-gordo, não, é falta de tempo mesmo (Excesso de preguiça também). E eu fico sem querer falar pela metade.. ;x

/Karina Moraes

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