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...!


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Quis escrever sobre. Mas o que estimulava a escrever era também o que abafava as palavras em si mesmas. Guardou as emergências no estômago e os desabafos na garganta.

Karina Moraes
02.04.2013

Pra lhe refugar: um recanto,


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Um refúgio!

Pra me desencantar, pra me retificar o canto.

Que me refaça em razão, que o rarefeito já não me convém.

Um refúgio! Que me reduza ao riso, mas não me reduza o riso.

Que riscar-te é um risco, que não riscar-te também.


Um refúgio! Que ria de mim e que eu ria do acaso!

Que até refrigere, se assim preciso for.

Que me refreie, mas que me livre do descaso!

Karina Moraes
10/04/2012

Abstrações


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Opte por viver de forma que cada inspiração absorva os máximos e cada expiração libere os excessos.

Guarde consigo um pôr-do-sol. Enfeite os cabelos com um amanhecer. Transborde no corpo uma cachoeira inteira. Leia uma lua. Troque de lugar a ordem de algumas estrelas. Tateie o término do arco-íris. Bispe o aroma de um maracujá. Adormeça na casca de um pêssego. Pegue carona em um Dente-de-Leão. Banhe-se no espiráculo de uma cachalote. Redirecione as flechas do cupido. Deguste cores. Tempere melodias. Perceba o azedo do açúcar. E o doce do limão. Caminhe tão longe, que não seja possível ir além. Reinvente possibilidades. Reinvente-se.

Karina Moraes
01/01/2012

Pingente-vida


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"Viva a vida mais leve, não deixe que ela escorregue, que te cause mais dor (...) e amanheça brilhando mais forte que a estrela do norte!"


Já repararam como definir determinados momentos bons é especialmente complicado? Digo "especialmente" porque essa dificuldade vem acompanhada de um gostinho de copo cheio, embriaguez causada pela vida que, por vezes, corre nos lembrar de sua efemeridade, servindo de alerta aos corpos cansados.

Talvez esse seja mais um papo clichê mas, meu amigo, me diga se não é o próprio homem o maior dos clichês? Somos essa coisa toda que dizem de nós e que repetimos de quem disse, mesmo sem pretensões de plágio. É que ao se tratar de uma abordagem genérica, poxa, nos conhecemos absurdamente bem, ficando, conseqüentemente, vulneráveis a definições iguais. Mas alguém disse que isso é ruim?

Alguns instantes se revelam detentores de um poder tão grande que mal percebemos a hipnótica situação em que nos encontramos, tamanha é nossa atenção a tais momentos, quadros que se dispõem aos nossos olhos tal qual nos faz desenvolver inexplicável gula por coisas abstratas, digo, engolir sensações e energias que sentimos, com uma imensa ansiedade explicada pelo imperceptível medo que temos de sentir por alguns instantes a ventura em ter a vida nas mãos e deixar escorrer por entre os dedos. É difícil segurar coisas raras e delicadas sem quebrar ou arranhar. Vem então aquele nó na garganta da ansiedade presa no esôfago da vontade que grita em nós de dar um jeito de dizer a essa coisa que está ali, nas mãos, que estamos chamando de vida, pra não ir embora, pra ficar ali, intensa, vibrante, colorida, radiante. Dá vontade de fazer dela algo palpável e colocarmos logo um chaveiro pra grudar no cós da calça e quando mudar de calça, colocar esse chaveiro na bolsa ou, sei lá, qualquer adereço junto ao corpo, intencionalmente deixando muito, muito visível, estando sempre diante de nossos olhos de forma a nos lembrar do nosso compromisso de cuidar, de amar essa coisa. Essa coisa que não é concreta, que não é um chaveiro, muito menos "coisa". Isso que eu chamo de vida, não na sua comum denominação substantiva, mas adjetivando: tô falando de VIDA, ENTENDE?!

Tento narrar um encontro interior, um encontro da alma, aquele que lhe dá um tapa na face fazendo abrir mais as pálpebras e enxergar um amor por vezes tímido que periodicamente escapa de um bolso meio furado e desbotado, pondo-se agitado por toda nossa pele, meu amigo, estou tentando explicar essa nossa capacidade em redescobrir muitas e muitas vezes a paixão pela vida!




/Karina Moraes
(23.07.2011)

2010


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- Caramba, o tempo voa...

É papo de velho mas... Caramba, como o tempo voa!

2010 chega ao fim, é época de retrospectiva, relembrar as passagens que marcaram o ano, e nos marcaram. Época de expectativas e anseios.

E junto a essa euforia de natal e ano novo, não raro surgem as enormes listas de promessas que provavelmente não serão cumpridas, apenas somarão à nossa bagagem de tantas pequenas desistências. Pode parecer pessimismo em demasia mas assim é o ser humano, como forma de esperança ou mesmo de aliviar a consciência, lista compromissos consigo mesmo que não sairão do papel. O fulano faz promessas que nem ele acredita, coitado. É o mesmo que querer esperar a próxima segunda-feira pra iniciar AQUELE regime. Mas o interessante é que essa PRÓXIMA segunda-feira não chega nunca. O entusiasmo das festas e da mística da passagem do ano se esvai com o tempo. Em pouco tempo. Basta cair na real, voltar às atividades cotidianas e lá está o estresse nos recepcionando de novo. E os objetivos traçados? Lembraremos deles em outra ocasião, talvez no próximo reveillòn.

Você se recorda o que esperava desse ano? 2010 atendeu suas expectativas? A resposta pode ser negativa, mas a pergunta mais importante é: o que você fez por si e pelo próximo pra que esses doze meses fossem melhores?

A felicidade não deve ser vista como um prêmio. Não é um prêmio, é uma busca! E não pense que é fácil, a dor geralmente tem mais força, o sofrimento, mais intensidade. Mas podemos, e devemos, nos permitir sermos felizes. Sim, porque pra isso, é necessário que haja nossa permissão também. Eu me sinto ridícula escrevendo qualquer coisa que pareça auto-ajuda, mas a necessidade momentânea foi essa.

Sem formalidades:
Cara, o mundo tá apodrecendo com tantos sentimentos inúteis e a negatividade contamina. Um pedido: Acorda, deixa isso pra lá!

/Karina Moraes
(23.12.2010)

Aurora


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Aurora - do latim: Romper o dia; Deusa da manhã.

Setembro de 2010 - Esperei tanto pela chuva, mas ela soube aguardar o momento exato pra intensificar a energia. Vi o dia clarear e as primeiras gotas cairem. O cheiro era de terra molhada e, se tivéssemos feito um pouquinho mais de silêncio, a calmaria nos permitiria ouvir o desfolhar das rosas. Tinha me esquecido como é bonito ver a lua se pôr e o dia clarear.

É angustiante perceber as limitações de minha memória e injustificável as maravilhas já vistas que, posteriormente, ela é capaz de me privar. Mas como me apraz poder reviver esses instantes e me sentir pequenininha e confortável diante dos quatro gigantes, terra, água, fogo e ar. Se hoje eu tenho um lamento único a fazer é por saber que algumas pessoas ainda não perceberam e talvez nunca perceberão a grandiosidade que ocorre lá fora enquanto as janelas estão fechadas.

Eu queria que ao abrir os olhos, todos pudessem sentir essa energia!

/Karina Moraes.

Novidades?


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..É, tem um monte. Mas quem disse que já posso falar? E não é falta de vontade, desconfiança ou medo-de-olho-gordo, não, é falta de tempo mesmo (Excesso de preguiça também). E eu fico sem querer falar pela metade.. ;x

/Karina Moraes

Vocação Momentânea


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...Hoje quero ser astronauta! ;)

Anseios Instantâneos


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...Querer viajar até a linha do horizonte!

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