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Forma[to]


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Sempre que ouço "me formei em tal escola/universidade" ou "sou formado em x coisa", minha mente instantaneamente parafraseia: "tomei o formato de tal escola/universidade", "tenho o formato de um x coisa", "concluí um processo que me dá um formato específico". Daí que fico imaginando, pra cada pessoa, qual teria sido o molde que a construiu. Há algum tempo a expressão me soa com certa estranheza e me remete a outras que me causam repulsa ainda maior: mecanização/padronização/enquadramento. As instituições educacionais regulares, básicas e superiores, nos acondicionam a determinados métodos que nos tecnicizam compulsoriamente. Mecanizam o pensar, o saber e o criar. Desde o fundamental II, além da oportunidade de estudar, eu tive a oportunidade de escolher onde queria estudar. No terceiro médio, uma prova de vestibular - e só ela - me considerou "lapidada" o suficiente para adentrar um campus universitário. A escolha do [per]curso também foi minha, a escolha que eu continuo fazendo todos os dias. Mas nunca me perguntaram o que eu achava (e acho) dessa coisa de sermos feito água, que se adapta conforme o recipiente ou que segue unidirecionalmente a correnteza. Nunca me perguntaram o que eu acho dessa "forma" do aprender e do desenvolver. Essa loucura de reprodução metodológica, sistemática e aprendizagem seriada. Um formato de ensino que me dará um formato de profissional. Qual é a forma do engenheiro? Do historiador? Do biólogo? Do dentista? Do filósofo? De que molde saímos nós do terceiro médio? E da universidade? E se eu achar que isso tudo tá errado e não seguir as regras limitantes que me impõem, serei eu um "sem formato"? "Form-ação", seria a forma da ação? Dizem por aí que os não diplomados são aqueles sem "[in] formação". Que coisa... Algumas das pessoas que eu mais senti orgulho na vida, nunca souberam o que é um Currículo Lattes. Que sociedade equivocada a nossa, não?
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Karina Moraes
13/11/2013

Livre arbítrio


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Liberdade de escolha foi algo que passei a respeitar desde bem cedo. A partir do momento que aprendi a andar sob as minhas próprias pernas percebi que tudo o que chegaria até mim seriam consequencias unicamente de meus atos e mais ninguém além de mim poderia arcar com elas. É por esse motivo que nada do que faço é desprovido de um pesar. Analiso muito bem onde piso sem precisar de repressões ou puxões de orelha. Sou articulada o suficiente pra romper com os "fios de nylon" que a sociedade insiste em prender em nossas mãos e pés, tornando-nos marionetes. E assim vou traçando minha vida, conciliando responsabilidades e momentos voltados ao que gosto de fazer. E os gostos particulares são tão diferentes, não é?! Exercer essas distinções sem temores diante dos olhares sociais é o que se convencionou chamar de "liberdade". Eu optei por entrar ou não em uma universidade; eu optei por um curso; eu optei por levar a sério ou não esse curso; eu optei pelas minhas companhias; eu optei por namorar ou não; eu optei por alguns estilos musicais; eu optei me especializar em alguma vertente artística; eu optei por me especializar em alguma vertente acadêmica; eu optei por integrar ou não um grupo voluntário; eu optei por ter ou não uma religião; eu optei por gostar ou não de futebol; eu optei por ser ou não vegetariana; eu optei por ir à balada ou reunir poucos amigos pra tocar violão; eu optei por morar fora ou não; eu optei pelas minhas crenças; eu optei pelas minhas roupas; eu optei por alguns posicionamentos políticos; eu optei por algumas viagens; eu optei por comprar livros ou joias; eu optei por dançar balé ou funk; eu optei pelo respeito ou desrespeito à vida alheia; eu optei por uma peça de teatro ou uma festa rave. Cada escolha implica uma renúncia. Todos os dias somos bombardeados de opções que só dizem respeito a nós mesmos. Opiniões são sempre muitíssimo bem vindas, desde que desprovidas de preconceitos ou apontamentos e, certamente, a partir do momento em que o outro se dispõe a compreender e aceitar um mundo distinto do que vive. Tenho sérios problemas com julgamentos alheios, bem como com qualquer tipo de imposição. Em contrapartida, também admito que não é difícil me ofender quanto a isso: basta uma riso em tom de escárnio pra me deixar arisca e querer defender meu espaço. E, pois é, pra alguém que vive em um campus de HUMANAS, pesquisa escravidão, faz teatro e respira MPB, não poderia ser diferente mesmo. Minha percepção com indiretas é extremamente aguçada. O mundo é plural e a intolerância com as escolhas alheias em pleno século XXI é puro retrocesso!

Karina Moraes
19/11/2012
 

2010


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- Caramba, o tempo voa...

É papo de velho mas... Caramba, como o tempo voa!

2010 chega ao fim, é época de retrospectiva, relembrar as passagens que marcaram o ano, e nos marcaram. Época de expectativas e anseios.

E junto a essa euforia de natal e ano novo, não raro surgem as enormes listas de promessas que provavelmente não serão cumpridas, apenas somarão à nossa bagagem de tantas pequenas desistências. Pode parecer pessimismo em demasia mas assim é o ser humano, como forma de esperança ou mesmo de aliviar a consciência, lista compromissos consigo mesmo que não sairão do papel. O fulano faz promessas que nem ele acredita, coitado. É o mesmo que querer esperar a próxima segunda-feira pra iniciar AQUELE regime. Mas o interessante é que essa PRÓXIMA segunda-feira não chega nunca. O entusiasmo das festas e da mística da passagem do ano se esvai com o tempo. Em pouco tempo. Basta cair na real, voltar às atividades cotidianas e lá está o estresse nos recepcionando de novo. E os objetivos traçados? Lembraremos deles em outra ocasião, talvez no próximo reveillòn.

Você se recorda o que esperava desse ano? 2010 atendeu suas expectativas? A resposta pode ser negativa, mas a pergunta mais importante é: o que você fez por si e pelo próximo pra que esses doze meses fossem melhores?

A felicidade não deve ser vista como um prêmio. Não é um prêmio, é uma busca! E não pense que é fácil, a dor geralmente tem mais força, o sofrimento, mais intensidade. Mas podemos, e devemos, nos permitir sermos felizes. Sim, porque pra isso, é necessário que haja nossa permissão também. Eu me sinto ridícula escrevendo qualquer coisa que pareça auto-ajuda, mas a necessidade momentânea foi essa.

Sem formalidades:
Cara, o mundo tá apodrecendo com tantos sentimentos inúteis e a negatividade contamina. Um pedido: Acorda, deixa isso pra lá!

/Karina Moraes
(23.12.2010)

Sobre vida e morte [2]


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Vida e morte? Eu, que acho tão incrível viver, embora reconheça que seja bem difícil, acho estranho dizer, mas é real: algumas pessoas optam pelo segundo! Coragem ou covardia?

Difícil um argumento forte pra um posicionamento único. Eu diria que são os dois. Negar a vida é extremamente difícil, abusivo, ousado. Como animais, embora "sapiens", faz parte do nosso instinto a luta pela preservação da espécie, pela sobrevivência. Como racionais, faz parte de nós a vontade de desfrutar os prazeres carnais. Como animais racionais, é característica própria temer o desconhecido e optar pelo que oferece maior segurança.

O suicida é aquele que se encontra em um estado psíquico-depressivo que o faz ver a morte como algo sugestivo em resposta aos seus problemas e conseqüente acúmulo de más-expectativas. O homem vive em função de metas. São os objetivos, por menores que sejam, que o mantém vivo. No momento em que ele se vê sem o que se agarrar, a vida perde o sentido e já não há mais motivo pra continuar vivendo. Por não conseguir enxergar saídas. Seria então, uma forma de fuga e então covardia ou uma forma de coragem por admissão de sua "condição"?

Digo que são os dois, digo até mais, digo que é um ato, embora inconsciente, de egoísmo. Renegar a vida, renegar aos seus. Deixar lágrimas. Sem perceber.

Eu digo que é covardia, mas pra ser covarde é necessário ter muita coragem!

/Karina Moraes

Nada a declarar!


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"Eu sou um sonhador.
Eu sempre fui um sonhador.
É isso o que me mantém vivo."
Talvez o depoimento com a mais pura essência de verdade que eu ja tenha assistido, em apenas 10 minutos! O tapa na cara que eu gostei de levar (ja assisti varias vezes.)! E eu só não escrevo nada aqui pelo simples fato de que cada vez que eu vejo esse vídeo não há outra expressão que seja manifestada a não ser "nóóóóóssss!!!!!" ;]

Descoberta conclusiva! [2]


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Homem (genérico - ♂♀): animal bípede, da ordem dos primatas, pertencente à subespécie Homo sapiens sapiens.

Homem (genérico - ♂♀): animal bípede e acéfalo, sem ordem de idéias, pertencente ao seu submundo angustiado, imprevisível, surpreendente (inclusive pra si mesmo), inconstante, estranho e frágil. Autocontrole ausente. ;x

27/07/2009

Descoberta conclusiva!


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Se tu sofre/sofreu por amor, não culpe a si ou ao seu parceiro(a), a culpa está, e só está, no capitalismo! Amor romântico, quem inventou? Ora, quem inventou... a Globo, pra fazer novela! ;)


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P.S: Deus...?! Deus, ta me lendo' ?! Então, hoje vou ver uns amigos de Ouro Preto mas, se não for pedir muito, Senhor, no final de semana que vem traga o Cartola e os quatro rapazes de Liverpool pra animar o domingão! :D

25/07/2009

- O desejo angustia o homem.


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O homem é um ser angustiado. Sem discussão, o homem é um ser angustiado! Trata-se de angústias em função de desejos. O homem é um ser de desejos infindáveis. Infindáveis são as angústias humanas. Limitante é a causa de suas angústias: O desejo. O homem vive em função de desejos. O desejo escraviza o homem. O desejo faz do homem um ser angustiado. Angustiado e escravo de si mesmo. O homem é um ser confuso de suas angústias. É a confusão que angustia o homem, ou é a angústia que confunde o homem? O homem é um ser confuso. O homem é um ser angustiado e confuso. O desejo angustia o homem tornando-o confuso. Confuso de seus desejos e angústias. O homem se angustia ainda mais com suas confusões. Confusões angustiam o homem. A angústia também angustia o homem. A angústia alheia angustia o homem. As confusões alheias angustiam o homem também. O homem é um ser angustiado em função de desejos. Desejos, confusões e angústias próprias e alheias. Confusões e angústias habitam o homem. Habitam o homem em função de desejos. O homem é angustiado porque é angustiado e é angustiado porque possui desejos que o angustia.

Desejo. Vontade. Aspiração.
Bel-Prazer. Cobiça. Anseio. Ambição.



06/2009

"Assim é que somos escravos do querer viver, que toma em nó a aparencia ilusória de uma vontade individual, somos escravos do desejo, deste desejo q é sempre sofrimento, sofrimento da necessidade enquanto ñ satisfeita, sofrimento do tédio quando prentendemos obter tudo q desejamos..."

(Schopenhauer!)

"O homem é o lobo do homem"


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É engraçado como aceitamos dormir com o inimigo. Alias, não só dormir... Não é teoria da conspiração mas eles estão em todas as partes. Estão na escola, na pele de alguns professores reacionários ou alguns alunos imbecis. Estão na tv, com seus programas medíocres, nas músicas que parecem adestramento pra macacos : "bota a mão na cabeça" , "agora mexe, remexe" .Estão nos livros que querem impor regras, estão no governo (céus! Ali é um verdadeiro parque de diversões, para muitos! ). Estão nos shows da sua banda preferida fingindo que entendem o significado das coisas, estão nos jornais, com suas matérias sobre política (e ainda acreditamos que recebemos a notícia na íntegra!) , nas revistas que convidam a todos a conhecer a casa da mais nova celebridade. Estão, inclusive, no quarto ao lado querendo colocar na sua cabeça que você está errado sempre. Não, eu não sou um arquivo de metal e o mundo não está precisando de pessoas apenas para, roboticamente, nos fornecer conceitos. Em dias que robôs conseguem ler pensamentos , não subestimo que no ar possa haver micro partículas para entorpecer a mente e que isso nos dê a impressão de que tudo permanece, relativamente,normal.

"O homem é o lobo do homem"?! Sim Hobbes, eu concordo com você!
(escrito dia 10/06.. ;x )
/Karina Moraes

Chega de Subjetividade! ;x


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Ja parou pra pensar?! A intensidade de uma poesia é sempre maior q a cena real q aconteceu... a dor dos amores , a felicidade gratuita , vc lê & acha q ama & sente dor . E no fundo o poeta ri ! Já esqueceu tudo aquilo e é vc q acaba agora por viver as tortuosas linhas do poema...
Hurgh ! ;x

...Aí que estou farta da subjetividade ! õó
Quero um livro de literatura q diga: E um poeta certa vez se despiu de metáforas, versos ricos e qualquer vestígio de rimas. Foi humano (com defeitos), foi duro. Objetivo!
Quero os pingos nos "is" !
Olho por olho & dentes & bocas, sem "roupas" ...
Sem tantas figuras de linguagem...

19/06/2009

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