02.04.2013
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02.04.2013
Category Anseios instantâneos, Íntimos Conflitos, Momentos
Tempo, eu, tempo, tempo
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Ela quis escrever qualquer coisa que definisse o papel do "eu" no tempo. Não sabia bem se era ela que mudava o tempo, ou se era o tempo que mudava ela. Sabia que existia alguma relação muito estreita nisso tudo, mas estava mesmo é de saco cheio dessas reflexões com as ordens das palavras. Ou com preguiça, talvez. Fotografou a luz e correu sob o chá. Em suas fotografias a luz virou uma estação de trem e o chá se transformara num viaduto. E nesse jogo de alusões, o lúdico logo se transfigurava em asfalto e concreto. De cima de um arranha-céu, teve exatos cinco minutos pra cair na real: faltava crescer ainda um pouquinho mais pra que o céu se deixasse arranhar. Tentou com os olhos destampar o Tamanduateí e pintar as lavadeiras da Várzea do Carmo. Tamanha pretensão, o cair da tarde levara as lavadeiras embora. A Várzea já não estava lá e o Tamanduateí também não. Nas fotografias? O saudosismo. E a força do tempo com o próprio tempo. 18h15. Onde estava mesmo o bilhete do metrô?!
Category Momentos
Ritos de Passagem
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Category Íntimos Conflitos, Momentos, Ser Música
Diário de carnaval
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Category Momentos
Fixação
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Ser estranho com gosto de néctar. Com gosto de dúvida. Com gosto de veludo. Com gosto de querer. Que me olha. E me olha antes que eu tenha tempo de disfarçar a reciprocidade. Não é minha lentidão em curvar o pescoço na direção contrária mas o momento que, fugaz, se faz hipnótico. Quantas vontades guardam um olhar. Quantas certezas guardam a ressaca da beleza no amanhecer. Segurança tanta que paradoxalmente se esvai ao longo do dia seguinte. Na ausência. Suco de descrença no timbre da voz, no pronunciar que há pouco se fez tão doce e querido. Que nos ápices que alternam ternura e indiferença, me leva a embriaguez. Sem me enraivecer. Por te gostar tanto...
Karina Moraes
02/2012
Category Íntimos Conflitos, Momentos
Que me faz
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Eu sou mesmo os tantos, tantos ontens que me compõem.
As tantas luas que vi amanhecer sol.
As canetas sem tampa e as borrachas usadas nas escritas a lápis.
O joelho com Gelol.
O mínimo e o ápice.
Os poetas que me acompanham.
A soma das quantas decisões.
As escolhas que em mim se emaranham.
A conseqüência de uso dos sinais verdes, amarelos e vermelhos
...das curvas, dos semáforos.
Sou o que fiz, o que faço e o que refaço de mim.
Karina Moraes
13/02/2012
Category Momentos, Sem categoria(?)
2011!
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2011? Pesado, difícil, forte, bonito, intenso!
Hoje digo com clareza que jamais poderia imaginar o que me reservava esse ano. No início até ousei arriscar palpites, não um, mas vários! Surgia cada vez mais hipóteses de como se daria o depois, e eu me encontrei mergulhada em um turbilhão de dúvidas e confusões. Havia uma bifurcação no meio da minha estrada, sem placas, sem sinalizações, sendo necessário e urgente optar por um caminho. Estacionar, optar por não optar, também era uma opção!
A escolha que fiz, em meio a ápices de risos e lágrimas, ainda me provoca temor, no entanto em nenhum momento sofri a dor do arrependimento, o maior dos monstros e do qual mais temia! Nesse ano eu me apresentei ao mundo e ele se apresentou a mim! Tive que me adaptar a acordar todos os dias sem a voz da minha mãe me apressando com os horários, sem os pães comprados e o almoço pronto. Sair na calçada e não reconhecer as ruas e casas que se dispunham diante de mim. Tive que me adaptar com o ar (incomparavelmente mais poluído!), com o caos do trânsito, com a "querida" Dutra e Senna! Tive que me adaptar à pessoas, ora muito iguais, ora muito distintas de mim.
Percebi muitas coisas... percebi que eu quero mais!
/ Karina Moraes
07/12/2012
Category Momentos
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Category Momentos, Sem categoria(?)
Pingente-vida
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Category Anseios instantâneos, Momentos
Moments
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Mais uma vez o questionamento: qual foi a última vez que você fez algo pela primeira vez? Dessas três mulheres foi em um sábado a noite, nada qualquer.
Category Momentos
Contato segundo
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Pistas escorregadias. Realidade que cega. Sono sem sonhos.
Como faróis altos e retinas ofuscadas, como decisiva perda momentânea de controle, como pés que não alcançam o próximo degrau da escada. Nada é linear. Há curvas, há declínios, há deslizes. Há vida! Há vida, e há ruptura de ciclos vitais. Erros, humanos, pequenos. Pequenos humanos. Falhas tão banais, determinantes. O desconhecido que espera em cada esquina, o futuro que outrora riu, nes'tante chora, arde. C a r d i o c o n g e l a n t e. Há público. Sim, há platéia também! Mesmo que distante, com binóculos pendurados no pescoço. Vibra nas conquistas, dilacera-se nos infortúnios. Eternas highways. Faixas de chegada, término, onde nem sempre presumíamos que estivessem. Percursos interrompidos, questionamentos, gritam sílabas agonizantes, choram sussurros isentos de lágrimas.
Enxergar a distância, abraçar na ausência, conversar em silêncio, confessar em pensamento. Confortar. Confortar-se. Gritar para dentro, trazer à lucidez o doce gosto da presença física. Contar coisas na escuridão. Eufóricos planos nunca concretizados.
E pela segunda vez, a mesma despedida: "BRILHA ONDE ESTIVER!"
Category Íntimos Conflitos, Momentos
Aurora
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Category Anseios instantâneos, Momentos
GO GO GO 2O1O !
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Há quem vá as compras
Quando mais um ano chega ao fim
Hora de escrever cartões
Hora de rever os planos
Mais um ano chega ao fim
Que venha em paz o ano que vem,
Cai a neve nas vitrines
e a gente derrete ao sol
Desse natal tropical
Os cachorros da vizinhança vão latir
Sob os fogos de artifício
Pensarão que é fim e será só o início
Que venha em paz o ano que vem
Há quem ignore o calendário
Há quem fique de olho no horário
Quando mais um ano chega ao fim"
Category Momentos
Luauzinho né?! ;)
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Category Momentos


